Arsenal nuclear do Paquistão preocupa
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segunda-feira, 29 de outubro de 2001
France Presse<br> De Washington 
Uma unidade especial dos Estados Unidos está treinando com um comando israelense para tomar as armas nucleares do Paquistão caso um golpe de Estado derrube o presidente Pervez Musharraf, assegurou ontem a revista New Yorker. A publicação sustenta a informação com declarações de atuais e ex-funcionários do governo norte-americano.
Os norte-americanos estão treinando nos EUA com membros da Unidade 262 de Israel, uma equipe de comando especializada em operações nas linhas de frente inimigas, o que inclui assassinatos, segundo a revista. A unidade norte-americana, que opera sob controle do Pentágono com assistência da CIA (Agência Central de Inteligência dos EUA), especializa-se em entrar de repente num país para encontrar e, se necessário, desativar armas nucleares, indicou o informe.
Fontes norte-americanas disseram à revista que o Paquistão tem pelo menos 24 ogivas nucleares que podem ser usadas em mísseis de médio alcance ou por aviões F-16. No entanto, a intelingência dos EUA não está segura da localização dessas armas, disseram os funcionários.
Peritos regionais americanos citados pela revista têm dúvidas sobre a capacidade de Musharraf para controlar os militares e o arsenal atômico do Paquistão se um golpe de Estado e setores fundamentalistas muçulmanos do exército se apoderarem das ogivas. O Paquistão reconheceu recentemente que dois ex-cientistas do país tiveram contatos com os talebans, o que foi classificado por um funcionário norte-americano como ''a possível ponta de um iceberg muito perigoso''.
Os serviços secretos paquistaneses (ISI) tiveram durante muito tempo estreitos laços com os talebans.
Base terrestreOs EUA deveriam introduzir forças terrestres no Afeganistão para conseguir seu objetivo contra Osama bin Laden e os talebans afirmou o senador republicano John McCain, apoiado por senadores democratas, à rede CBS este domingo. A idéia foi apoiada pelo senador democrata Christopher Dodd e pelo deputado democrata Richard Gephardt, que afirmaram que sem forças de terra será difícil que os EUA matem ou capturem Bin Laden, considerado o responsável pelos atentados de 11 de setembro.
O pedido gerou uma resposta do secretário de Defesa americano Donald Rumsfeld, que disse que o uso de forças de terra não foi descartado.


