Bagdá As autoridades iraquianas abriram sem vacilar as trancas de um laboratório veterinário e liberaram as barreiras de uma base aérea, mas os inspetores da ONU estão longe de esclarecer todos os mistérios envolvendo o programa de armas bacteriológicas que Bagdá queria desenvolver.
''O programa de armas bacteriológicas é um dos mais secretos de todos os projetos de armas de destruição em massa'' do Iraque, sublinha o relatório da ONU que serve de base para a retomada, desde o último dia 27, da missão dos inspetores de desarmamento, após um intervalo de quatro anos.
Em julho de 1995, as autoridades iraquianas admitiram ter desenvolvido com fins militares substâncias letais como a toxina do botulismo, o bacilo do carbúnculo e a aflatoxina. Em agosto do mesmo ano, reconheceram ter produzido armas e as estarem testando desde 1987.
Bagdá afirmou ter destruído todos os elementos desse programa, incluindo os arquivos e documentos que permitiriam traçar de novo sua história. Após realizadas 70 inspeções entre 1991 e 1998, a ONU não está satisfeita com essa afirmação e quer ir ao centro da questão. ''Até hoje, o Iraque não deu uma declaração crível sobre a destruição daquele programa'', diz a organização.
O próximo dia 8 será mais uma ocasião para o Iraque apresentar a declaração final e completa dos seus programas de destruição em massa, exigida pelo Conselho de Segurança.

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