Ariel Sharon diz que pode retirar mais assentamentos
PUBLICAÇÃO
sexta-feira, 12 de agosto de 2005
Folhapress 
São Paulo - Em entrevista ao jornal israelense ''Yediot Ahronot'', publicada ontem, o primeiro-ministro israelense, Ariel Sharon, disse que há a possibilidade de retirar mais assentamentos judaicos na Cisjordânia, mas que os maiores blocos de colônias seguirão na região.
O Ministério da Defesa de Israel, enquanto isso, afirmou em nota que pretende completar a retirada de Gaza e da parte norte da Cisjordânia até o próximo dia 4 de setembro, antecipando a data prevista para a ação. A operação de retirada dos colonos judeus está marcada para começar a partir da próxima quarta-feira.
O controle dos principais blocos de assentamento na Cisjordânia, onde vivem mais de 230 mil colonos, ficará sob controle de Israel. O limite territorial desses blocos é controverso, principalmente porque há o plano do governo israelense de construir mais de 3.650 casas em uma área desocupada na Cisjordânia.
Um grupo privado também anunciou a compra de estufas localizadas na faixa de Gaza por US$ 14 milhões (cerca de R$ 33 milhões) e irá entregá-los aos palestinos afirmou Yossi Beilin, ex-ministro da Justiça de Israel e presidente da Fundação para a Cooperação Econômica.
Essa entidade poderá assegurar empregos aos palestinos após a retirada de Gaza, disse Beilin. Inicialmente, a Usaid, uma agência governamental norte-americana, vinha negociando com os colonos judeus em Gaza a compra das estufas, mas a Autoridade Nacional Palestina (AP) disse que fazia objeção para o uso de fundos governamentais nesse negócio, porque considerava uma espécie de compensação financeira aos colonos.
Dezenas de milhares de pessoas se reuniram na noite de quinta-feira em uma praça da capital Tel Aviv para protestar contra a operação de retirada.


