Argentinos votam em disputa apertada
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segunda-feira, 26 de outubro de 2015
Sylvia Colombo<br> Folhapress 
Buenos Aires - A votação nas eleições presidenciais da Argentina de ontem foi tranquila na capital, Buenos Aires, que estava mobilizada para a semifinal da Copa do Mundo de Rúgbi entre Argentina e Austrália. Já na província de Buenos Aires, no entorno da capital, militantes dos principais partidos disputavam a atenção dos eleitores, insistindo em orientá-los sobre como votar. Até as 20 horas, não havia resultados de boca de urna - previstos para os primeiros minutos desta segunda-feira.
Caso nenhum dos candidatos atingisse 40% dos votos e uma diferença de 10 pontos para o segundo colocado, ou 45% dos votos no geral, haveria um segundo turno, no próximo dia 22 de novembro.
O favorito para vencer o pleito, o candidato governista Daniel Scioli, votou cedo em Dique Luján, ao lado da mulher, Karina Rabolini. "Não vou fazer especulações, até dia 10 de dezembro tenho uma província para governar", disse Scioli, ao ser questionado sobre a possibilidade de haver segundo turno.
De acordo com as pesquisas mais recentes, Scioli, que obteve 38% nas primárias de agosto, não conseguiria conquistar os dois pontos porcentuais que faltavam para encerrar a decisão neste domingo. Sua esperança residia nos 10% de eleitores que, até o final da última semana, se definiam como "indecisos".
Já seu principal rival, Mauricio Macri (Mudemos), votou no bairro nobre de Palermo.
Nos últimos dias, sondagens realizadas pelos partidos apontavam uma leve subida nas intenções de voto de Macri, que detinha 29% das intenções. "A eleição, que todos esperavam que fosse se polarizar mais cedo, está se polarizando agora", disse um integrante da equipe do prefeito de Buenos Aires.
O terceiro colocado na corrida, Sergio Massa (UNA), com 21% nas pesquisas, votou numa escola em Tigre, departamento que governa, e afirmou que esperava "uma jornada de tranquilidade". A eleição definiria também a renovação de metade da Câmara e um terço do Senado, além de eleger 13 governadores de províncias.


