Argentinos voltam a protestar
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sexta-feira, 18 de maio de 2001
Ariel Palacios Agência Estado De Buenos Aires 
Os piquetes nas estradas retornaram como forma de protesto contra o desemprego na Argentina. Nos últimos dias, dezenas de piquetes foram formados, tanto por poucas horas como por vários dias. O principal piquete, na cidade de La Matanza, na Grande Buenos Aires, já dura doze dias e é formado por três mil desempregados, que pedem ao governo comida e trabalho, e aumenta a cada dia.
O próprio secretário privado do presidente Fernando De la Rúa está negociando a dissolução do piquete. O governo está preocupado que o piquete de La Matanza, o maior município da região, e também um dos mais empobrecidos pelo desaparecimento de milhares de pequenas e médias empresas nos últimos dez anos, tenha um efeito de contágio nas cidades vizinhas, e que os piquetes se espalhem, cercando a capital argentina.
Ontem, uma coluna de desempregados desse município e de outras áreas do país, realizou uma passeata em direção à Praça de Mayo, na frente da Casa Rosada, autodenominando-se como La marcha del Hambre (a marcha da fome).


