BUENOS AIRES - O sindicalismo argentino deixou de lado suas profundas divisões e respaldou unanimemente a greve nacional de 24 horas marcada para amanhã pela Confederação Geral do Trabalho (CGT) em repúdio aos decretos presidenciais sobre flexibilização trabalhista.
Apesar das divergências existentes entre a CGT, o Movimento dos Trabalhadores Argentinos (MTA) e o Congresso dos Trabalhadores Argentinos (CTA), seus principais dirigentes - Rodolfo Daer, Hugo Moyano e Victor de Gennaro - apoiaram a sexta paralisação contra o governo do presidente Carlos Menem.
Menem reiterou que, no seu entender, a greve ‘‘é turística’’.
Daer disse que a greve ‘‘será um sucesso’’, mas Menem respondeu que ‘‘as pesquisas que nós controlamos são diferentes das que vocês controlam’’.
Daer advertiu que a CGT realizará ‘‘tantas medidas de força quantas forem necessárias para que o governo escute as reclamações dos trabalhadores’’ e ressaltou que alguns sindicatos ‘‘estão pedindo uma greve por tempo indeterminado’’.
‘‘Teremos um verão muito quente e um inverno muito quente’’, disse o dirigente, advertindo que o protesto de amanhã será ‘‘contra esses três decretos que são inconstitucionais e apontam para o achatamento salarial’’.

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