Argentinos vão realizar outra greve de 24 horas
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 25 de dezembro de 1996
France Presse 
BUENOS AIRES - O sindicalismo argentino deixou de lado suas profundas divisões e respaldou unanimemente a greve nacional de 24 horas marcada para amanhã pela Confederação Geral do Trabalho (CGT) em repúdio aos decretos presidenciais sobre flexibilização trabalhista.
Apesar das divergências existentes entre a CGT, o Movimento dos Trabalhadores Argentinos (MTA) e o Congresso dos Trabalhadores Argentinos (CTA), seus principais dirigentes - Rodolfo Daer, Hugo Moyano e Victor de Gennaro - apoiaram a sexta paralisação contra o governo do presidente Carlos Menem.
Menem reiterou que, no seu entender, a greve é turística.
Daer disse que a greve será um sucesso, mas Menem respondeu que as pesquisas que nós controlamos são diferentes das que vocês controlam.
Daer advertiu que a CGT realizará tantas medidas de força quantas forem necessárias para que o governo escute as reclamações dos trabalhadores e ressaltou que alguns sindicatos estão pedindo uma greve por tempo indeterminado.
Teremos um verão muito quente e um inverno muito quente, disse o dirigente, advertindo que o protesto de amanhã será contra esses três decretos que são inconstitucionais e apontam para o achatamento salarial.


