Argentina vai às urnas e tem Cristina Kirchner favorita
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quinta-feira, 25 de outubro de 2007
France Presse 
Buenos Aires- Os argentinos elegerão seu presidente no domingo em uma disputa dominada por Cristina Fernández, a temperamental senadora peronista social-democrata que pega carona na locomotiva econômica impulsionada pelo governo de seu marido, Néstor Kirchner.
Cristina, de 54 anos, tem de 40% a 50% das intenções de voto, enquanto que a fragmentada oposição tenta pelo menos forçar um segundo turno no dia 25 de novembro.
''Vamos aprofundar a mudança!'', foi um dos lemas da campanha da primeira-dama, uma advogada que forma com seu marido uma sociedade política que manipula o poder com estilo principesco, sem consultar mais ninguém a não ser um círculo de colaboradores íntimos.
A única adversária à vista é outra mulher, a liberal-cristã Elisa Carrió, de 50 anos, que se apresenta como uma alternativa centrista e moderada, paladino da luta anticorrupção e inimiga da aliança da Argentina com o presidente da Venezuela, Hugo Chávez.
''Somos uma opção republicana frente ao autoritarismo do governo'', afirmou Carrió, uma advogada que atua como franco-atiradora, sem estruturas partidárias desde que abandonou a União Cívica Radical (UCR, social-democrata).
Os Kirchner foram os sobreviventes políticos da crise de 2001, que levou à pobreza quase 20 milhões de argentinos, mais da metade da população.
Nos últimos cinco anos, ressuscitou a indústria, a agricultura, o turismo e o comércio, com um crescimento da economia de quase 45%.
O lado glamouroso mostra as pessoas que juntaram fortunas com recordes de exportações de cereais, em contraste com o lado obscuro de um terço de argentinos que sobrevivem com menos de cinco dólares por dia.
Mas se a economia foi fortalecida, também existe o calcanhar de Aquiles do governo: o descontrole da inflação, que ronda os 15% a 20% anual.


