Buenos Aires - Centenas de pessoas protestaram nesta sexta-feira (7) em frente aos ex-ministérios do Trabalho e do Agronegócio da Argentina, que foram absorvidos por outras pastas como parte do ajuste lançado pelo governo em meio a uma negociação com o FMI (Fundo Monetário Internacional). "Não à eliminação do ministério", "No Trabalho não se toca", "Não sobra ninguém" diziam cartazes em frente à sede. A pasta foi integrada como secretaria ao Ministério da Produção.

Na segunda-feira (3), o presidente Mauricio Macri decidiu reduzir o número de ministérios de 22 para 10 em uma reestruturação de seu gabinete. Entre os ministérios que se tornaram secretarias estão os do Trabalho, da Saúde, da Agroindústria e da Ciência e Tecnologia. A medida busca reduzir o déficit fiscal para zero em 2019. Neste ano, o déficit nas contas públicas será de 2,7%, segundo projeções oficiais. Embora o governo não tenha especificado o alcance orçamentário da redução de ministérios, presume-se que a medida implicará em demissões.


O ajuste faz parte das medidas com as quais a Argentina espera que o FMI antecipe os desembolsos de um acordo assinado em junho, de US$ 50 bilhões em três anos.

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