Argentina quer julgar Pinochet
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terça-feira, 07 de novembro de 2000
Associated Press De Santiago 
A Argentina formalizou ontem o pedido de extradição do ex-ditador Augusto Pinochet por supostos vínculos com um assassinato em Buenos Aires, no mesmo dia em que o senador vitalício abandonou o hospital em que se recuperava de uma pneumonia.
A chanceler chilena Soledad Alvear confirmou para a imprensa a chegada, através da embaixada argentina em Santiago, dos documentos que pedem a extradição de Pinochet, e que agora serão encaminhados à Corte Suprema.
O juiz federal argentino Juan José Galeano havia pedido a extradição do senador em 27 de outubro. Galeano se baseou nas suspeitas de participação do ex-ditador numa ação ilegal que organizou e executou em 1974 o assassinato do ex-comandante do Exército, general Carlos Prats, e de sua esposa Sofía Cuthbert, em Buenos Aires.
Pinochet e seus familiares receberam a notícia quase ao mesmo tempo em que o general recebia alta médica após permanecer nove dias internado no Hospital Militar com uma pneumonia.
Segundo fontes da Fundação Augusto Pinochet, seu líder abandonou o hospital, mas deverá ficar em repouso aboluto em sua residência.
Os médicos retardaram a alta de Pinochet devido aos problemas cardiorrespiratórios sofridos pelo paciente no último final de semana, que o obrigaram a submeter-se a novos exames além dos rotineiros.
Pinochet, que em 25 de novembro completará 85 anos, sofre de diabetes em estágio avançado, usa marcapasso e foi hospitalizado em 28 de outubro devido a uma pneumonia que na última sexta-feira apresentou complicações.
Enquanto o ex-mandatário cumprir o repousso em casa seus advogados de defesa estarão estudando como ele poderá enfrentar os exames psiquiátricos e neurológicos ordenados na quinta-feira passada pela Corte de Apelações chilena.


