Argentina prolonga asilo de Lino Oviedo
O governo argentino resolveu prolongar o asilo político do ex-general paraguaio Lino Oviedo, mas o fez uma última advertência de que não deve desenvolver atividades políticas na Argentina, informou ontem o ministro do Interior, Carlos Corach. Simultaneamente, o candidato a vice-presidente da Aliança opositora, Carlos Alvarez, denunciou um suposta ‘‘manipulação fraudulenta’’ entre o presidente Carlos Menem e Oviedo para o pagamento de uma elevada soma às empresas que construíram a hidrelétrica bilateral de Yacyretá, sobre o Rio Paraná. Segundo Alvarez, Menem não deveria seguir adiante com o pagamento de uma dívida cobrada pelas empresas que construíram a obra. As empresas afirmam que o Estado argentino deve pagar-lhes algo em torno de US$ 1,5 bi, enquanto que autoridades locais sustentam que a dívida não supera US$ 100 milhões. Há alguns anos, o próprio Menem havia dito que essa obra, cujo custo fora cinco vezes maior que o previsto inicialmente, era ‘‘um monumento à corrupção’’. Oviedo, apesar de estar fora do governo paraguaio, vem sendo acusado por seus adversários de ter enriquecido com a construção da hidrelétrica.

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