Argentina prende mais nove ex-oficiais
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quarta-feira, 17 de setembro de 2003
Oscar Laski<BR>France Presse 
Buenos Aires Nove ex-oficiais da Marinha de Guerra argentina foram presos nas últimas horas, assim como o ex-capitão Alfredo Astiz (o anjo louro da morte) na terça-feira, a pedido de um juiz que investiga torturas e desaparecimentos no campo de concentração que funcionava na Escola Superior de Mecânica da Armada (Esma) durante a última ditadura militar no país (1976-83), informaram fontes judiciais. Os dez detentos integram uma lista de 15 procurados que tiveram ordem de prisão decretada na terça-feira pelo juiz federal Sergio Torres. Acredita-se que quatro deles estão mortos e um permanece fugitivo.
Astiz é considerado um dos símbolos do terrorismo de Estado da última ditadura argentina. O ex-capitão, detido terça-feira, foi informado ontem pelo juiz Torres que continuará preso e que voltou a ser processado, assim como em 1987 quando seu julgamento foi suspenso devido à aprovação da lei da Obediência Devida. O Parlamento argentino considerou nulas no dia 21 de agosto as leis de perdão da Obediência Devida e do Ponto Final, responsáveis pelo fim dos processos e pela libertação de diversos militares que atuaram durante a repressão.
Torres investiga os crimes ocorridos na Esma, situada no bairro portenho de Núñez, onde funcionou o maior centro clandestino de detenção do regime militar, por onde passaram quase 5.000 opositores, a maioria desaparecidos.


