O comitê de crise na Argentina, encabeçado pelo presidente Fernando De la Rúa, poderia apoiar a declaração do estado de sítio, para enfrentar uma descontrolada onda de violência social nas cidades grandes, informou ontem à imprensa um alta fonte governamental. Outras fontes governamentais destacaram que De la Rúa convocou os chefes das Forças Armadas para examinar junto a eles a enxurrada de ataques a supermercados e comércios de todos os tipos, com saldo provisório de um morto e dezenas de feridos.
A exigência de uma declaração do estado de sítio surgiu dos senadores da oficialista União Cívica Radical (UCR) e do opositor Partido Justicialista (PJ, peronista).
O portador desse pedido ao Poder Executivo teria sido o ex-presidente Raúl Alfonsín que na tarde de ontem se juntou à reunião do comitê de crise.
Ataque Manifestantes apedrejaram e chutaram, ontem, o carro oficial do presidente argentino, Fernando De la Rúa, que se encontrava no veículo, saindo de uma reunião multissetorial anticrise na sede da entidade católica Cáritas.
Ao se retirar do encontro, no meio de um tumulto, De la Rúa foi xingado por um grupo de manifestantes.
O incidente é fruto de uma séria convulsão social que já provocou dezenas de saques a supermercados em vários pontos do país.
Uma hora antes, quando o presidente chegou à sede da Cáritas, a 150 metros da Casa de Governo, os moradores da vizinhança gritavam de suas janelas: ''Resolva a crise, tome o comando'', como pôde ser visto e ouvido pela televisão.
Mensagem O presidente argentino enviou ontem uma carta a seu homólogo norte-americano, George W. Bush, prometendo obter o equilíbrio fiscal na Argentina, revelou o chanceler Adalberto Rodríguez Giavarini.

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