Associated Press
De Buenos Aires
Apesar das versões segundo as quais o general golpista paraguaio Lino Oviedo violou as normas do asilo político concedido pela Argentina, ele não deve ser expulso do país pelo governo de Carlos Menem, informou ontem o secretário de Segurança Interna argentino, Miguel Angel Toma.
O funcionário acrescentou, porém, que o Ministério de Relações Exteriores não tinha chegado ainda a nenhuma decisão formal sobre o caso de Oviedo – o que só ocorreria após uma reunião marcada para ontem à noite entre o chanceler Guido Di Tella, o ministro do Interior, Carlos Corach, e o chefe de gabinete de Menem, Jorge Rodríguez.
As autoridades analisariam no encontro se Oviedo infringiu as regras do asilo ao declarar que só deu golpes ‘‘por meio dos votos’’. Acusado de ter sido o autor intelectual da morte do vice-presidente paraguaio, Luis María Argaña, em março, Oviedo recebeu asilo da Argentina sob a condição de não fazer pronunciamentos políticos.
Também ontem, a chancelaria argentina queixou-se oficialmente ao governo paraguaio das declarações de funcionários e legisladores do Paraguai, que chegaram a chamar o presidente Carlos Menem de ‘‘sem-vergonha’’ por ter concordado em abrigar o general Lino Oviedo. Ao mesmo tempo, o governo do Panamá desmentiu que estivesse negociando com funcionários argentinos a transferência de Oviedo para o país centro-americano.

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