Buenos Aires O governo argentino não planeja a curto prazo conceder aumentos das tarifas de serviços das empresas privatizadas, anunciou ontem o ministro do Planejamento, Investimento Público e Serviços, Julio de Vido. ''Não haverá aumentos'', afirmou De Vido, em seu primeiro encontro com a imprensa desde que assumiu o cargo, domingo, depois de se encontrar com o ministro do Trabalho, Carlos Tomada, e com o líder da Confederação Geral do Trabalho (CGT), Rodolfo Daer.
De Vido explicou que o governo ''analisará cada contrato (com as firmas privatizadas), e a idéia é chegar a uma decisão que conten a todos os argentinos'', enquanto, advertiu, controlará os investimentos realizados pelas empresas.
As empresas de serviços públicos privatizadas nos anos 90 querem um aumento das tarifas que compense a desvalorização de 65% do peso desde janeiro de 2002 e a inflação de 41% do ano passado.

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