Buenos Aires O Congresso argentino aprovou quinta-feira o novo cronograma eleitoral, fixando a eleição presidencial para 27 de abril de 2003, com o eventual segundo turno em 18 de maio. O Parlamento também aceitou, de forma definitiva, a renúncia antecipada do presidente Eduardo Duhalde para 25 de maio, quando entregará o cargo ao candidato vitorioso nas urnas.
A Câmara dos Deputados fez uma emenda, ratificada pelo Senado, fixando o fim do mandato do próximo presidente em 10 de dezembro de 2007. O projeto original só citava o ano. O mandato formal do próximo presidente irá de 10 de dezembro de 2003 à 10 de dezembro de 2007, mas o Senado modificou a lei de ''Acefalia'' para que o futuro presidente preencha a vacância entre 25 de maio e 10 de dezembro de 2003.
A medida do Senado deverá ser ratificada agora pela Câmara dos Deputados.
A eleição presidencial na Argentina estava prevista para 30 de março, mas o governo do presidente Eduardo Duhalde decidiu alterar a data para dar mais tempo à campanha eleitoral.
Os ex-presidentes Carlos Menem e Adolfo Rodríguez Saá (presidência provisória), que disputarão contra um candidato de Duhalde as primárias peronistas à presidência, exigem a manutenção do antigo calendário. Ambos ameaçam levar a questão às últimas instâncias da Justiça.

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