O governo do presidente Fernando de la Rua declarou o estado de sítio diante da grave agitação social que atinge a Argentina, confirmou uma fonte do governo. Paralelamente, a Câmara dos Deputados da Argentina aprovou a suspensão dos poderes especiais concedidos em março passado ao ministro da Economia, Domingo Cavallo, informaram fontes legislativas.
DividaA Argentina vai ''suspender abertamente o pagamento de sua dívida nas próximas semanas'', afirmou ontem John Chambers, especialista da agência de classificação de risco Standard and Poor's.
A ''Argentina vai cair em um default aberto'', disse Chambers ao manifestar sua ''preocupação com os distúrbios sociais na Argentina'', onde milhares de pessoas saquearam ontem lojas e supermercados em diversas cidades do país, provocando agitação quase incontrolável.
Ataque Manifestantes apedrejaram e chutaram, ontem, o carro oficial do presidente argentino, Fernando De la Rúa, que se encontrava no veículo, saindo de uma reunião multissetorial anticrise na sede da entidade católica Cáritas.
Ao se retirar do encontro, no meio de um tumulto, De la Rúa foi xingado por um grupo de manifestantes.
O incidente é fruto de uma séria convulsão social que já provocou dezenas de saques a supermercados em vários pontos do país.
Uma hora antes, quando o presidente chegou à sede da Cáritas, a 150 metros da Casa de Governo, os moradores da vizinhança gritavam de suas janelas: ''Resolva a crise, tome o comando'', como pôde ser visto e ouvido pela televisão.
Mensagem O presidente argentino enviou ontem uma carta a seu homólogo norte-americano, George W. Bush, prometendo obter o equilíbrio fiscal na Argentina, revelou o chanceler Adalberto Rodríguez Giavarini.

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