O vice-presidente do Paraguai, Luis María Argaña, arquiinimigo do presidente Raúl Cubas, morreu de forma instantânea baleado no coração e no globo ocular, informaram testemunhas à rádio e à televisão.
O crime, que comoveu o país, aconteceu na avenida Venezuela esquina com a rua Sargento Gauto, a dez minutos do centro da capital paraguaia.
Argaña se dirigia num Nissan Patrol ao seu escritório, quando foi interceptado por quatro ou cinco pistoleiros num Fiat Tempra que vinha atrás, armados de fuzis e escopetas.
Com o impacto, o veículo em que estava entrou pela vereda e foi bater num muro.
Imediatamente saltaram dois homens com roupas camufladas e dispararam a sangue frio.
Uma granada provavelmente de origem militar foi encontrada pela polícia nas imediações.
Três tiros atravessaram o coração e um atingiu o globo ocular do vice-presidente.
Argaña vestia camisa branca com gravata e calça bege.
Outros dois homens fortemente armados aguardaram no veículo e depois se afastaram a grande velocidade por uma rua próxima.
A 500 metros do lugar abandonaram o carro. Atiraram coquetéis molotov no veículo utilizado para o crime. O carro se incendiou. Os criminosos então se afastaram em fuga em outro veículo.

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