O Fundo das Nações para a Infância (Unicef) fez ontem um pedido para doadores privados e públicos, com o objetivo de arrecadar cerca de US$ 207 milhões para auxiliar em 2001 as crianças de 19 regiões do mundo nas quais se registram crises ou conflitos, que estão relegados ao esquecimento.
Em uma entrevista coletiva, a diretora-executiva da Unicef, Carol Bellamy, lembrou que em 1999 e 2000, os pedidos de doações da organização em favor de certos países foram mais atendidos do que de outros países, e que o ‘‘efeito imediato influi’’ em grande medida.
Um bom exemplo foram as inundações que aconteceram em Moçambique. Depois disso, o projeto do Unicef para o país recebeu um bom financiamento, enquanto os pedidos para outras crises receberam poucas doações.
Em 2000, as arrecadações para o Tadjiquistão e a Coréia do Norte receberam cerca de 18% das doações pedidas e as da República Democrática do Congo e do Afeganistão 40% e 44% respectivamente.
O pedido de doação da Unicef se integra ao pedido global das agências da ONU, que se alcança US$ 2,6 bilhões.
As zonas que integram a coleta de doações do Unicef para 2001 na Ásia são: Afeganistão, Tadjiquistão, Coréia do Norte e as ilhas Molucas (Indonésia), onde se registram conflitos religiosos.
Na África: Congo, Angola, Burundi, Tanzânia, Uganda, Somália, Serra Leoa e Sudão.
Os Balcãs e o norte do Cáucaso também fazem parte das regiões para as quais o Unicef pede doações.
Em 2000, os doadores públicos e privados entregaram cerca de US$ 233 milhões para ajudar as crianças vítimas de crises humanitárias e de conflitos em todo o mundo.
Bellamy informou que o setor privado e os doadores individuais cobriram um terço do orçamento anual do Unicef, que chega a US$ 1,1 bilhão.
Destacando o papel-chave, e cada vez mais reconhecido, que as mulheres desempenham ‘‘como atores potenciais da paz’’, acrescentou ainda que o reconhecimento de que ‘‘os homens devem responder pela maneira como governam seria um passo positivo’’. ‘‘Precisamos do tribunal internacional’’ previsto pelo acordo de Roma de 1998, disse.

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