Arcebispo sugere descentralização do poder
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domingo, 17 de abril de 2005
Célia Guerra<br> Reportagem Local 
O Arcebispo de Londrina, dom Albano Cavallin, prefere prudência e não aponta nomes para o novo Papa. Para ele, a história já mostrou a derrota de muitos ''palpiteiros'' de outros conclaves. O Arcebispo até considera viável a possibilidade de um Papa latino-americano, pois, como compara, ''Roma aceitou e respeita a chegada da teologia latino-americano em suas universidades, então, um Papa latino-americano também pode chegar''.
O novo Papa, na opinião de dom Albano, não poderá ter o mesmo estilo de João Paulo II que, com as qualidades de um grande diplomata, dialogador e missionário, cuidou sozinho da Igreja. As exigências da modernidade e da mídia, na análise do Arcebispo, trazem muitos desafios ainda não resolvidos, como o aborto, o homossexualismo e a eutanásia. E, mesmo ressaltando uma caminhada bastante amadurecida da Igreja pós Concílio Vaticano II, dom Albano acredita que, ''não basta um 'pobre' Papa, ou novos concílios, é preciso um diálogo de fé, ciência, pedagogia, opinião pública.''
Assim, dom Albano sugere um papado com exercício distribuído. ''O Vaticano não precisa centralizar tudo e sim, distribuir o que dá para ser distribuído. Jesus Cristo escolheu doze apóstolos'', exemplifica. Nessa divisão de funções, pelos cálculos do Arcebispo, bastariam cinco ''irmãos'' do Papa em cada continente. ''Teríamos a voz da América, a voz da África. Um episcopado em união com o Papa, trabalhando sob sua orientação, sem sectarismos nem dissidências'', conclui.


