Arafat reitera protestos contra política de Israel
GAZA - A reunião de diplomatas estrangeiros convidados a Gaza para ouvir os protestos do presidente palestino Yasser Arafat contra a política expansionista israelense terminou ontem sem que fosse publicado qualquer comunicado conjunto.
Depois da reunião, que durou duas horas, um comunicado exclusivamente palestinos assinalou que os diplomatas haviam expressado seu apoio à total aplicação dos acordos firmados entre Israel e a Autoridade Palestina e fizeram um apelo para que a violência seja evitada.
Ignorando os fortes protestos israelenses, diplomatas dos Estados Unidos, Rússia, União Européia, Nações Unidas, Egito, Jordânia, Japão e Noruega participaram na reunião.
O porta-voz palestino indicou que os participantes tomaram nota dos pontos de vista expressos por Arafat e farão consultas junto a seus governos. Ao inaugurar a reunião, Arafat explicou que o motivo era tentar resgatar o processo de paz e fazê-lo respeitar seu curso natural.
Queremos vosso apoio para encontrar um mecanismo que assegure a aplicação dos acordos de paz, atropelados por Israel.
Arafat pediu à conferência que expresse a ira palestina sobre uma série de decisões unilaterais israelenses, especialmente a de construir um novo bairro judeu em Jerusalém Leste, que os palestinos pretendem converter na Capital de seu futuro Estado. Peço ao governo israelense que revise suas políticas de assentamentos e implemente corretamente seu acordo sobre a futura retirada do Exército israelense da Cisjordânia, assinalou o líder palestino.





