O porta-voz de Arafat, Marwan Kanafani, rejeitou a acusação de Netanyahu de que a AP havia sancionado a violência, e jogou a culpa na política de assentamento do líder israelense. ‘‘É vergonhoso que o primeiro-ministro israelense minta na frente de seu povo e responsabilize o presidente Arafat’’, afirmou Kanafani a repórteres. ‘‘Em última análise, a pessoa responsável por este doloroso fato é o próprio Netanyahu, que não deu ouvidos às advertências da comunidade internacional’’.
Chefes de segurança israelenses haviam advertido sobre possíveis distúrbios ontem, em que se comemorou o tradicional dia muçulmano de orações, por causa de Har Homa, mas o Exército estava em alerta principalmente na Cisjordânia.
Netanyahu ordenou o bloqueio da Cisjordânia e Faixa de Gaza depois do atentado, impedindo que trabalhadores palestinos entrem em Israel. Mas centenas de jovens palestinos entraram em confronto com soldados israelenses em Hebron. Em Gaza, a polícia palestina impediu a passagem de diversos ônibus levando homens para uma manifestação do Hamas em Khan Younts depois do ataque, mas o protesto foi realizado.
‘‘Temos de ter o controle e o poder para parar os tratores do inimigo - e nosso povo desarmado não irá evitar isso mas, sim, os guerreiros sagrados carregando explosivos em seus ombros e explodindo os inimigos de Deus’’, afirmou o ativista Ibrahim al-Makadmeh à multidão, estimada pelos repórteres em 10 mil pessoas.
Arafat libertou Makadmeh da prisão esta semana, provocando protestos israelenses. Ele estava preso como resultado de uma repressão ao Hamas e à Jihad Islâmica depois de uma onda de ataques suicidas que matou 59 pessoas em Israel no ano passado. Em Damasco, um grupo radical palestino anunciou que Netanyahu devia esperar por mais ataques palestinos.

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