Arafat reclama da omissão
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terça-feira, 23 de julho de 2002
Das agências 
Cidade de GazaO presidente da Autoridade Palestina Yasser Arafat lamentou ontem o ''silêncio e a omissão da comunidade internacional'' frente ao bombardeio israelense da noite de segunda-feira, em Gaza, informou a agência oficial WAFA. ''É uma matança que nenhum ser humano pode imaginar. Pergunto ao mundo inteiro: como podem ficar em silêncio ante tais crimes sem tentar pôr fima eles?'', questionou o líder.
''O primeiro-ministro israelense Ariel Sharon não quer a paz e sim continuar com sua política de massacres'', acrescentou.
Alegação de SharonO primeiro-ministro israelense, Ariel Sharon, afirmou ontem que não sabia que no prédio que mandou bombardear na madrugada de segunda-feira na Faixa de Gaza havia civis e alegou que de se soubesse não teria dado a ordem de ataque.
''Nossa suposição era de que no edifício não havia nenhum civil'', garantiu Sharon a seus assessores, segundo a rádio pública.
Assim Sharon reagiu às críticas de que sabia que no edifício havia civis e mesmo assim ordenou matar Salah Shahade, comandante do braço armado do Movimento de Resistência Islâmica (Hamas).
Israel sustenta que no edifício bombardeado só se encontravam Shahade, sua mulher, três filhos e seu guarda-costas, todos mortos no ataque.
As demais vítimas, segundo Israel, estavam em edifícios nas imediações e morreram porque no ataque foi usada uma bomba de uma potência excessiva, uma tonelada.


