O presidente da Autoridade Palestina, Yasser Arafat, solicitou ontem em Paris a celebração de uma nova cúpula no balneário egípcio de Sharm el-Sheikh, para ‘‘começar imediatamente a aplicar as recomendações’’ da Comissão Mitchell. Em entrevista após um encontro com o presidente francês, Jacques Chirac, Arafat disse que não faz questão que a cúpula aconteça na cidade egípcia, mas frisou que é importante que ela ocorra ‘‘o quanto antes possível’’ com os mesmos participantes e os integrantes da comissão que apresentou seu relatório segunda-feira em Nova York. ‘‘O essencial é que os membros desta conferência voltem a se reunir’’, afirmou, precisando que a decisão de formar a comissão Mitchell foi tomada em Sharm el-Sheikh. Arafat também ressaltou que a brevidade do encontro tem como fim a aplicação das recomendações da Comissão Mitchell e o estabelecimento de um mecanismo de aplicação de um calendário.
‘‘Quero de coração que se instaure uma paz justa, global e duradoura na região’’, declarou Arafat. ‘‘Faremos todos os esforços para a instauração desta paz, para nossos filhos e para os seus.’’ ‘‘Temos que atuar todos para o cessar da violência, dos bombardeios, da escalada militar mediante a aplicação total e imediata da iniciativa egípcio-jordaniana e do relatório Mitchell, como um conjunto indivisível’’, declarou.
Na cúpula de Sharm el-Sheikh, tinham se reunido, além de Arafat, o ex-presidente dos EUA, Bill Clinton, o então premier israelense, Ehud Barak, o presidente egípcio, Hosni Mubarak, o rei Abdalá II da Jordânia, o secretário-geral das Nações Unidas, Kofi Annan, e o alto representante da União Européia (UE) para a Política Exterior e Segurança Comum (PESC), Javier Solana.
ApeloO presidente da Autoridade Palestina Yasser Arafat pediu ao presidente americano George W. Bush, em uma ligação telefônica ocorrida ontem, que ajude a deter os ‘‘ataques israelenses’’, informou seu porta-voz. ‘‘Arafat pediu ao presidente Bush que ajude a deter a agressão israelenses e a escalada israelense contra o povo palestino’’, informou Nabil Abu Rudeina à AFP, em Paris.

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