Arafat pede devolução da sede da OLP
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sábado, 11 de agosto de 2001
France Presse<BR>De Gaza 
O presidente da Autoridade Palestina, Yasser Arafat, escreveu a vários dirigentes pedindo-lhes que intercedam pelo fim da ocupação israelense da Casa do Oriente, quartel-general palestino em Jerusalém Leste, disse ontem um ministro palestino. Arafat pediu a estes líderes que ''intervenham rapidamente para colocar fim à ocupação da Casa do Oriente e das instituições palestinas que foram fechadas'', declarou o ministro da Administração Local e negociador palestino Saeb Erakat à rádio oficial, a Voz da Palestina. O líder palestino se dirigiu ao secretário-geral das Nações Unidas, Kofi Annan, aos presidentes dos EUA, George W. Bush, da Rússia, Vladimir Putin, e da China, Jiang Zemin. Também escreveu ao primeiro-ministro norueguês, Jens Stoltenberg, ao presidente da União Européia, à Organização para a Unidade da África e à Organização dos Países não-Alinhados.
''A estas mensagens acrescentou uma cópia da carta na qual Israel se compromete a não prejudicar instituições palestinas em Jerusalém Leste'', afirmou Erakat.
Segundo a autoridade palestina, esta carta, assinada pelo atual ministro das Relações Exteriores, Shimon Peres, um dos idealizadores dos acordos de Oslo sobre a autonomia palestina, foi apresentada em 1993 à administração americana e ao governo norueguês.
Erakat ressaltou que Arafat não assinou estes acordos em 1993 a não ser pelo compromisso de Israel de não tocar na Casa do Oriente e instituições palestinas de Jerusalém.
A direção palestina convocou Israel na sexta-feira a se retirar imediatamente da Casa do Oriente, sede da Autoridade Palestina num subúrbio de Jerusalém Leste, e de outras instituições palestinas ocupadas em represália ao atentado suicida palestino, em Jerusalém Oeste.
ProtestosA polícia israelense dispersou violentamente, na tarde de ontem, manifestantes palestinos perto da Casa do Oriente, sede da Organização para a Libertação da Palestina (OLP), ocupada na véspera por Israel em resposta ao sangrento atentado de quinta-feira em Jerusalém.
Cem manifestantes tentaram aproximar-se do prédio que está protegido por uma barreira policial, mas foram rechaçados com violência.
Pouco depois da dispersão, Hanan Ashrawi, deputada palestina do Conselho Legislativo (Parlamento), acompanhada por dez personalidades palestinas, tentou atravessar a barreira israelense em torno da Casa do Oriente, e foi impedida.


