Arafat pede a Israel a volta das negociações de paz
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sábado, 13 de setembro de 2003
Das agências 
São Paulo No 10º aniversário da assinatura dos acordos de Oslo, o líder palestino Iasser Arafat pediu ontem que Israel retorne às negociações de paz dias depois que líderes israelenses ameaçaram expulsá-lo em resposta aos atentados suicidas palestinos.
Arafat disse a diplomatas estrangeiros em seu quartel-general em Ramallah (Cisjordânia) que os palestinos estão enfrentando os momentos mais difíceis desde que os acordos foram assinados, na presença do ex-presidente Bill Clinton, nos jardins da Casa Branca.
''O problema não é somente um problema meu e as ameaças que Israel fez de me eliminar ou me remover'', disse Arafat. ''O problema, o verdadeiro problema, é a intenção do governo israelense de cancelar o parceiro palestino e eliminar a presença da Autoridade Nacional Palestina.''
Israel culpa Arafat pelo colapso das negociações de paz, acusando-o de pelo menos indiretamente apoiar os ataques terroristas contra israelenses. Após os dois atentados suicidas que mataram 15 pessoas na semana passada, o gabinete de segurança do primeiro-ministro Ariel Sharon decidiu, em princípio, ''remover'' Arafat. A declaração parece deixar em aberto vários opções: deportar Arafat, prendê-lo ou matá-lo.
Críticas Um alto funcionário israelense criticou, ontem, a ''hipocrisia'' do Conselho de Segurança da ONU e da comunidade internacional, que são contra a decisão de Israel de expulsar o dirigente palestino Yasser Arafat.
''Quando se trata de defender um terrorista como Yasser Arafat, o mundo se mobiliza, mas quando se trata das crianças e mulheres que são mortas nas ruas de Israel, o Conselho de Segurança permanece calado'', disse a autoridade, que pediu anonimato.
''Apesar destas críticas injustificadas, Israel não vai modificar a decisão tomada na quinta-feira pelo gabinete de segurança de se livrar de Yasser Arafat no momento oportuno'', advertiu.


