Hebron, Cisjordânia O líder palestino Yasser Arafat se mostra disposto a adiar a nomeação, prevista inicialmente para ontem, de um primeiro-ministro porque deseja introduzir emendas às prerrogativas do novo cargo, indicaram fontes parlamentares.
Ibrahim Abu Najá, presidente adjunto do Conselho Legislativo (CLP, Parlamento), afirmou que Arafat estava consultando seus assessores legais visando introduzir emendas ao texto em que são fixados os poderes do primeiro-ministro e que sua aprovação por parte do CLP exigiria uma nova reunião, que poderá acontecer na próxima segunda-feira, em Ramallah.
Arafat propôs para o cargo Mahmud Abbas, 68 anos e secretário-geral do Comitê Executivo da Organização da Libertação da Palestina (Ceolp), que ainda não anunciou se aceitava o cargo.
Segundo a rádio militar israelense, os Estados Unidos pediram a Israel que alivie as sanções impostas à população palestina para ajudar Abbas, caso sua nomeação se confirme.
Prisões O Exército israelense prendeu vinte militantes palestinos na madrugada de ontem na Cisjordânia e aumentou o número de seus efetivos em Hebron, aparentemente prevendo uma operação na região onde 25 israelenses morreram nos últimos quatro meses.
Mortes acidentais Dois vigias israelenses morreram acidentalmente quando soldados de Israel dispararam contra eles, enquanto um helicóptero do exército lançou um míssil contra o veículo em que viajavam perto de Hebron, na Cisjordânia, informaram fontes militares.
Segundo as mesmas fontes, os dois homens, que se encontravam na companhia de trabalhadores palestinos, haviam parado para tomar um café quando os soldados abriram fogo contra eles, pensando que eram ativistas palestinos.
Um dos vigias ficou ferido mortalmente, enquanto o outro morreu quando tentava socorrer seu companheiro, em consequência do míssil disparado contra o carro das vítimas pelo helicóptero militar.
O exército israelense lamentou o ocorrido e anunciou a abertura de uma investigação sobre as circunstâncias do fato.

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