Arafat manda suspender ataques
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quinta-feira, 19 de abril de 2001
Das agências De Gaza e de Bruxelas 
O presidente da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Yasser Arafat, determinou ontem que todas as facções que compõem a segurança local deixem de disparar do território autônomo palestino contra Israel e as colônias judaicas na Faixa de Gaza. O anúncio à imprensa foi feito na noite de ontem por funcionários da ANP que exigiram sigilo com relação às suas identidades.
A decisão foi tomada depois que o Exército israelense ocupou por poucas horas, na terça e na quarta-feiras, território sob controle da ANP, ato justificado pelo lançamento de morteiros, por militantes palestinos, contra uma cidade israelense e assentamentos judaicos em Gaza.
No entanto, ativistas voltaram a disparar ontem contra território israelense e colônias judaicas. Não houve feridos. Israel respondeu com tiros de canhão, ferindo gravemente um membro do grupo fundamentalista Hamas.
A Rádio Israel informou que o primeiro-ministro Ariel Sharon reuniu-se com o gabinete de segurança para avaliar a resposta aos ataques, mas nenhuma decisão foi anunciada à imprensa.
O Knesset (Parlamento) abriu uma investigação sobre a invasão do território palestino, operação que foi alvo de críticas tanto de direitistas quanto de trabalhistas (unidos na coalizão de governo).
Em Ramallah, uma explosão num posto da Força 17, a guarda pessoal de Arafat, causou ferimentos em três pessoas. Funcionários da ANP acusaram Israel de ter disparado mísseis contra o local, mas o governo israelense negou ter atirado nessa região.
CondenaçãoA União Européia afirmou ontem que os recentes ataques israelenses contra uma estação de radar síria no vizinho Líbano foram excessivos e desproporcionais e pediu pelo fim da escalada de violência entre Israel e os palestinos.
Num comunicado, o bloco de 15 nações afirmou estar extremamente preocupado com a perigosa escalada de violência no Oriente Médio.
A UE também continuou pressionando Israel para pôr fim a suas incursões militares em áreas controladas pelos palestinos em Gaza, considerando que este tipo de atitude é inaceitável.


