O presidente palestino, Yasser Arafat, afirmou ontem ao ministro israelense das relações exteriores, Shimon Peres, que fará tudo para deter os assassinos do ministro israelense de turismo, Rehavam Zeevi, indicaram fontes diplomáticas.
O presidente Arafat apresentou seus pêsames a Peres durante uma conversação telefônica, depois da morte do ministro, assassinado pela manhã em um hotel de Jerusalém Leste, e assegurou que fará tudo para deter os assassinos, segundo as mesmas fontes.
Peres insistiu com Arafat para que ponha fim às atividades da Frente Popular de Libertação da Palestina (FPLP), que reivindicou o atentado.
''Se a Autoridade Palestina não agir, toda a região corre o risco de ser afetada'', advertiu Peres, segundo as mesmas fontes.
O premier israelense, Ariel Sharon, atribuiu a Arafat ''a total responsabilidade'' pelo atentado, durante uma sessão extraordinária do Knesset (Parlamento).
Arafat ordenou a ''detenção imediata'' dos assassinos, anunciou o coordenador especial da ONU para o processo de paz no Oriente Médio, Terje Roed Larsen.
Segundo um chefe dos serviços de segurança palestinos, um porta-voz da FPLP em Ramalá (Cisjordânia), identificado como Ali Kharada, foi detido.
Outro ataqueUm camicase palestino morreu ontem ao explodir em território israelense, perto da Faixa de Gaza, uma bomba ao lado de um jipe, ferindo levemente dois soldados israelenses, anunciou a rádio militar de Israel.
O ataque foi realizado perto do kibutz de Nahal Oz, situado a centenas de metros da Faixa de Gaza, precisou a rádio.
O autor do atentado se infiltrou em território israelense e esperou a passagem de uma patrulha israelense para explodir a carga que transportava.
Os dois soldados foram hospitalizados, acrescentou a mesma fonte.
Os militares israelenses iniciaram uma busca na área do atentado para verificar se existem outros artefatos explosivos escondidos.

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