O presidente da Autoridade Palestina, Yasser Arafat, irá a Camp David para tentar o fim de um conflito de meio século com Israel, mas com uma intenção firme de negociar a restituição de todos os territórios ocupados, embora isso pudesse conduzir a outra onda de violência.
Arafat disporá de três trunfos – a resolução 242 do Conselho de Segurança, a declaração do Conselho Central da OLP (CCOLP) para a proclamação de um Estado independente no dia 13 de setembro e as ameaças implícitas de novas violências – para pressionar o primeiro-ministro israelense, Ehud Barak, que chega ao encontro de cúpula com uma coalizão governamental sumamente fragilizada.
Yasser Arafat e sua delegação defenderão o estabelecimento de um Estado palestino independente em toda a Cisjordânia e Faixa de Gaza, com Jerusalém como capital.
‘‘Acho que Arafat não fará nenhuma concessão, firmando-se nas resoluções internacionais e se servirá delas como base de discussão’’, declarou à AFP Hanna Nasser, presidente da Universidade de Bir Zeit na Cisjiordânia.
‘‘Se isto não funcionar, o que provavelmente vai acontecer, acredito que a situação se tornará explosiva’’, acrescentou.
O encontro entre Arafat, Barak e o presidente norte-americano Bill Clinton começará terça-feira.
‘‘Arafat pretende voltar vitorioso das pressões norte-americanas e israelenses e tratará de reforçar sua posição ante o público com a imagem de um homem que não faz concessões’’, disse Ghassan al-Jatib, do Centro de Meios e Comunicações de Jerusalém.

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