Um motorista israelense foi assassinado na Cisjordânia ontem depois de o primeiro-ministro de Israel, Ehud Barak, ter cancelado os contatos com Yasser Arafat antes das eleições de 6 de fevereiro. Barak acusou o líder palestino de desencadear um ‘‘ataque de mentiras’’ contra o Estado judeu.
Alguns militantes palestinos ameaçaram prosseguir com os atos violentos após a rodada de negociações de paz no balneário egípcio de Taba, encerrada sábado.
Um dia mais tarde, Arafat e Barak voltaram a trocar acusações.
Arafat, em discurso feito domingo em Davos, Suíça, acusou Israel de ‘‘perpetuar uma agressão militar fascista’’ durante os quatro meses de combates.
Ainda segundo ele, os israelenses utilizaram munições de urânio empobrecido em suas armas. Em comunicado divulgado ontem, o Exército de Israel negou veementemente o uso de munições de urânio empobrecido.
‘‘Depois de ouvirmos os comentários de Arafat, domingo, em Davos, que foi um ataque sem fundamentos contra o Exército, não há como continuar negociando nos próximos dias’’, disse Barak à rádio do Exército israelense.

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