Arafat é ameaçado por ministro de Israel
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sexta-feira, 05 de dezembro de 2003
Agência Folha 
São Paulo O ministro da Segurança Interna israelense, Tzahi Hanegbi, afirmou ontem que Iasser Arafat (presidente da Autoridade Nacional Palestina) será expulso da região se ocorrer novo grande atentado, como o que foi evitado anteontem contra uma escola no norte de Israel, segundo afirmou o Exército israelense.
''Se o atentado, que conseguimos evitar ontem (quarta-feira) tivesse acontecido, é evidente que Arafat já não estaria neste momento na região, no Oriente Médio'', disse Hanegbi à rádio militar.
Anteontem a polícia israelense prendeu, perto de Jenin, na Cisjordânia, dois palestinos do movimento radical Jihad Islâmico, que estariam se preparando para cometer um atentado suicida contra uma escola em Yokneam, no norte de Israel.
Ameaça anterior O ministro da Segurança Interna recordou que o governo israelense tomara a decisão de se livrar de Arafat em setembro.
O gabinete de segurança israelense decidiu no dia 11 de setembro que Arafat é ''um obstáculo absoluto para o processo de reconciliação entre Israel e os palestinos'', e disse que Israel ''agiria para remover esse obstáculo de uma maneira e em uma hora que serão decididas separadamente''. O anúncio de Israel foi criticado pela comunidade internacional.
A decisão foi tomada durante um encontro dos 11 ministros do gabinete de segurança israelense, convocado pelo primeiro-ministro Ariel Sharon para discutir a resposta aos dois atentados suicidas que deixaram 15 mortos, além dos dois autores dos ataques, em Jerusalém e perto de Tel Aviv, dois dias antes.
Anteriormente, Arafat tinha declarado que se Israel quer sua remoção terá de matá-lo. ''Ninguém vai me expulsar daqui. Se têm bombas, podem me matar, mas eu daqui não me movo'', disse.
Há dois anos Arafat é impedido de deixar seu quartel-general em Ramallah (Cisjordânia) por tanques de Israel.


