JerusalémO presidente da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Yasser Arafat acusou ontem Israel de não ter cumprido o acordo de retirada do Exército. O ministro da Defesa israelense, Benjamin Ben-Eliezer, e o ministro do Interior palestino, Abdel Rasek al-Ihie, chegarama a um acordo no último dia 18 de agosto pelo qual as tropas israelenses deveriam sair das áreas autônomas de Belém e da Faixa de Gaza. Até agora o plano só foi aplicado na cidade cisjordaniana de Belém, mas as tropas israelenses continuam cercando a cidade as aldeias do distrito, onde bloqueiam os movimentos.
Israel também não retirou as barreiras e postos militares que mantém dentro do território autônomo palestino da Faixa de Gaza e que bloqueiam o movimento dos moradores.
Os dois ministros se reuniram ontem tarde para discutir a suspensão das restrições à população palestina e a aplicação da próximo fase do acordo de retirada.
Israel prometeu continuar com as medidas de alívio à população palestina e suspender mais restrições em Belém e Gaza.
O plano, que está em sua fase inicial, prevê a saída gradual do Exército israelense das sete cidades autônomas palestinas que ocupou em 18 de junho, à medida que as forças de segurança da ANP tomam o controle e se responsabilizam em evitar os ataques contra Israel.
Por outro lado, o Conselho Legislativo Palestino (CLP) vai reunir-se no próximo dia 9 de setembro, informou a rádio pública israelense.
NablusA cidade cisjordaniana de Nablus é considerada por Israel como o ''centro do terror'' palestino, local onde operam as facções armadas do Hamas, do Tanzim e da Frente Popular para a Libertação da Palestina (FPLP), informou ontem a rádio israelense.
Nablus está há mais de dois meses sob ocupação militar israelense.

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