O líder palestino Yasser Arafat condenou ontem a política de Israel, classificando-a de ''apartheid'', e enfatizou que a falta de ''dissuasão'' incentiva os israelenses a continuar por esse caminho. O pronunciamento do líder palestino foi feito durante a Conferência Mundial da ONU contra o Racismo, em Durban (África do Sul).
''A ocupação israelense é um novo tipo de apartheid (o sistema racista imposto pela minoria branca, durante décadas, sobre a maioria negra, na África do Sul)'', declarou o presidente da Autoridade Palestina em um discurso.
Fidel defende palestinosO presidente cubano Fidel Castro disse ontem em Durban que o povo palestino está sofrendo um ''horrível genocídio'' e que o mundo se depara com uma grande crise econômica, social e política de caráter global.
''A discriminação racial e a xenofobia são filhos diretos das guerras, das conquistas militares, da escravização e da exploração individual ou coletiva dos mais frágeis pelos mais poderosos'', insistiu.
Para o presidente cubano esta Conferência, que se desenvolve na cidade balneária sul-africana, tenta aliviar os sofrimentos e as injustiças para a enorme maioria da humanidade, e portanto ''ninguém tem direito de sabotá-la''.
''Nem muito menos alguém tem direito de impor condições, exigir que não se fale sequer de responsabilidade histórica e idenização justa ou outra forma com a qual decidamos qualificar o horrível genocídio que neste mesmo instante se comete contra o irmão povo palestino por parte de líderes da extrema direita que, aliados à superpotência hegemônica, atuam hoje em nome de outro povo que ao longo de quase dois mil anos foi vítima das maiores perseguições, discriminações e injustiças cometidas na história'', completou o presidente cubano.

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