Arafat denuncia ação de Israel em Hebron
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terça-feira, 03 de dezembro de 2002
France Presse 
Gaza O presidente da Autoridade Palestina, Yasser Arafat, acusou ontem o governo israelense de expulsar os moradores palestinos de Hebron (sul da Cisjordânia) numa operação de judaização da cidade. ''Isto começou formalmente com a expulsão dos moradores árabes da cidade e com a implantação de colônias em seu lugar'', disse Arafat durante um encontro em Ramallah com uma delegação norueguesa.
Comandantes militares israelenses na Cisjordânia ordenaram ontem a destruição de 15 casas palestinas desabitadas, segundo eles, e situadas perto da colônia de Kyriat Arba, de Israel, na periferia da cidade de Hebron, e no túmulo dos patriarcas, também na cidade.
Uma das casas foi usada no último dia 15 pelos palestinos que organizaram uma emboscada na estrada que liga a colônia à Tumba dos Patriarcas, um lugar sagrado tanto para o judaísmo quanto para o islamismo.
Arafat, citado pela agência palestina WAFA, destacou que o exército israelense recorria à destruição de casas que pertencem a palestinos para unir esta zona à colônia Kiryat Arba e proibir aos palestinos o acesso ao túmulo dos Patriarcas, lugar venerado pelo Islã e o judaísmo.
Além disso, denunciou as incursões e as operações do exército israelense em Belém, reocupada desde 22 de novembro, assim como outras cidades da Faixa de Gaza e da Cisjordânia.
Graças a um acordo com a Autoridade Palestina, Israel esvaziou, há 5 anos, 80% de Hebron, mas continua mantendo um enclave em torno da Tumba, onde 600 colonos vivem rodeados por 120 mil palestinos.
Palestino morto Um palestino morreu ontem durante um tiroteio entre soldados israelenses e ativistas palestinos em Tulkarem, no Norte da Cisjordânia, anunciaram fontes médicas palestinas.
Majer Sakallah, 20, morreu no confronto armado entre uma unidade especial do exército israelense e ativistas palestinos, durante o qual outros sete palestinos ficaram feridos, entre eles três crianças, segundo as fontes.


