Arafat declarará criação de um Estado palestino
O presidente da Autoridade Palestina, Yasser Arafat, reiterou ontem na sede das Nações Unidas que o próximo 4 de maio - quando expiram os cinco anos de autonomia provisória prevista pelos acordos de Oslo - é uma data sagrada.
Arafat evitou, no entanto, afirmar que fará a declaração de um Estado palestino independente nessa data.
Durante visita de surpresa às Nações Unidas, na qual se reuniu com o secretário geral da ONU Kofi Annan, Arafat acusou o primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu de congelar todo o processo de paz, que prevê a conclusão de todas as negociações sobre o estatuto final dos territórios antes de 4 de maio.
Arafat - que se reuniu ontem à tarde em Washington com o presidente Bill Clinton - disse a repórteres que o objetivo de sua viagem por vários países da Europa e dos Estados Unidos é falar com amigos sobre a data... que consideramos sagrada, 4 de maio.
Antes de deixar a ONU, o líder palestino conclamou Israel a respeitar e implementar com exatidão e honestidade os acordos de Oslo, subscritos no verão de 1993.
São um acordo internacional, afirmou o líder palestino, recordando que tinham sido firmados por vários países, entre eles Estados Unidos, Rússia, Noruega, Grã-Bretanha, Jordânia e Egito, na presença do Japão e das Nações Unidas.
Arafat informou que sua reunião de 45 minutos com Annan havia sido frutífera, muito positiva, muito importante. O Secretário Geral apóia todas as resoluções da ONU relacionadas aos direitos palestinos, disse Arafat.
O líder palestino iniciou segunda-feira em Washington sua visita aos Estados Unidos, com uma reunião com a secretária de Estado Madeleine Albright.





