RamallahO presidente da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Yasser Arafat, convocou ontem, mediante um decreto, eleições presidenciais e parlamentares para o próximo dia 20 de janeiro na Cisjordânia, em Gaza e em Jerusalém oriental.
O decreto, que foi lido pelo presidente da Câmara Legislativa palestina, Ahmed Qurea (Abu Alá), convida três milhões e meio de palestinos nesses territórios a participar do processo.
O anúncio torna o Gabinete Nacional palestino um ''governo em transição'' até essas eleições, nas quais, se acredita, Arafat que venceu com grande maioria nas de 1996 voltará a apresentar sua candidatura pelo movimento Al Fatah.
O comunicado de ''Abu Alá'' foi feito enquanto a Câmara Legislativa, pelo terceiro dia de deliberações, debatia se outorgava ou não o voto de confiança que Arafat solicitou aos representantes na segunda-feira passada para seu Gabinete Nacional, reorganizado em junho último.
Arafat não tinha assegurada a maioria entre os 75 deputados entre os 88 que participam das deliberações. A convocatória às urnas abre agora um parêntese de espera e em meios parlamentares há os que pensam que depois do anúncio do decreto de Arafat já não tem sentido o voto de confiança.
Novo GovernoDeputados palestinos propuseram ontem a criação de um governo de unidade nacional que represente todos os grupos políticos, depois da renúncia do Gabinete da Autoridade Nacional Palestina (ANP). ''O presidente (Yasser Arafat) teria que criar um governo de unidade nacional formado por representantes de todas as facções palestinas'', disse à EFE o deputado Kamal ash-Sharafi.
Os ministros da ANP reununciaram ontem minutos antes de o Conselho Legislativo Palestino (CLP) votar contra eles.
''O Gabinete se antecipou à decisão da câmara legislativa para não se ver humilhado, e Tayib Abd ar-Rahim (secretário-geral da Presidência) anunciou que Arafat já havia aceito a renúncia de seus ministros'', explicou.
ProibiçãoA Autoridade Nacional Palestina (ANP), presidida por Yasser Arafat, ordenou a suas forças de segurança que impedissem possíveis ''celebrações'' na Cisjordânia e em Gaza por ocasião do primeiro aniversário dos atentados terroristas de 11 de setembro nos EUA. A proibição foi ordenada quando chegou a notícia de que ativistas em algumas cidades e povoados dos territórios palestinos querem lembrar o aniversário com marchas de solidariedade aos fundamentalistas islâmicos do movimento da Al Qaeda, de Osama bin Laden.

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