O presidente palestino, Yasser Arafat, expressou em Gaza a confiança em que a reuião de cúpula árabe de Amã, prevista para o próximo dia 27, contribua para acabar com a ‘‘catástrofe’’ vivida pelos palestinos. ‘‘Esperamos que durante o encontro de cúpula árabe se adote uma decisão importante, fundamental e útil para acabar com esta catástrofe’’, disse.
O exército israelense afirmou ter ‘‘levantado’’ o bloqueio das cidades de Tulkarem, Kalkiliya, Belém e Hebrón, ‘‘após constatar uma baixa relativa da violência’’. ‘‘Se o terrorismo recomeçar, adotaremos as medidas necessárias’’, adiantou o porta-voz militar. Mas os habitantes da região falaram somente de uma suavização das restrições nestas cidades.
‘‘Trata-se de uma manobra cosmética. Os israelenses querem fazer com que o mundo acredite que o cerco foi levantado, mas não é verdade’’, declarou o ministro palestino de Informação, Yasser Abed Rabbo, aos jornalistas em El Bireh.
Segundo os habitantes da região, o exército suavizou as restrições à liberdade de movimento, autorizando a circulação de veículos e reabrindo parcialmente uma estrada nos arredores de Ramallah, onde, segunda-feira, violentos confrontos entre soldados israelenses e manifestantes palestinos causaram um morto e 15 feridos palestinos.
Em Hebrón, uns vinte palestinos tiveram de rezar ao ar livre depois que o exército israelense fechou uma área onde se encontra sua mesquita, perto de uma colônia judia.
Por outro lado, o ministro palestino do Meio Ambiente, Yussef Abu Safieh, acusou ontem Israel de derramar suas águas servidas (esgoto) no sul de Gaza.
As autoridades israelenses não fizeram nenhum comentário.

mockup