Arafat anuncia novo Estado
France-Presse
De Nova York
O presidente da Autoridade Palestina, Yasser Arafat disse ontem que espera proclamar um Estado palestino daqui a um ano, com Jerusalém como capital, e exigiu que Israel cesse de imediato e definitivamente suas ações ilegais nos territórios ocupados.
Espero que a Palestina delibere como Estado membro na Cúpula do Milênio das Nações Unidas, disse Arafat na Assembléia Geral da ONU. A Cúpula do Milênio deveria ser uma data decisiva para o futuro da paz no Oriente Médio, acrescentou.
Arafat já tinha anunciado a proclamação de um Estado palestino para maio passado, ao fim do período de cinco anos previsto nos acordos israelense-palestinos, mas teve que adiar essa decisão a pedido de vários países para não bloquear o processo de paz, que já estava parado.
Por outra parte, o dirigente palestino exigiu do governo israelense que cessasse de imediato e definitivamente todas as ações que violam as resoluções, o direito internacional e os acordos internacionais, destruindo as possibilidades de se alcançar a paz.
Disse que, antes de tudo, se trata da colonização e do confisco de terras, especialmente em Jerusalém e arredores e em torno de Belém.
O cessar deste tipo de atos é necessário para que com meu novo sócio (o primeiro-ministro israelense) Ehoud Barak, continuemos o caminho para a paz, acrescentou o dirigente palestino.
Arafat expressou esperança em poder verificar mudanças reais e concretas por parte de Israel com o objetivo de alcançar o direito dos palestinos à autodeterminação e à instauração de um Estado, com Jerusalém como capital.
Sobre o tema dos refugiados, recordou que quatro milhões de palestinos vivem no exílio e esperam nos campos de refugiados pelo momento em que poderão retornar para seus lares, de onde foram expulsos pelas armas.
Alertou que não há possibilidade de paz, estabilidade e segurança no Oriente Médio sem que se resolva a questão dos refugiados através da resolução 194 da ONU, que estipula seu direito a regressar para suas terras.





