O presidente da Autoridade Palestina Yasser Arafat assegurou ontem ao alto representante da União Européia para a política externa, Javier Solana, que é difícil pedir a seu povo que acabe com a Intifada enquanto Israel continuar com sua ‘‘política de assassinatos’’.
‘‘Arafat disse a Solana que era muito difícil pedir ao nosso povo que cesse sua resistência à ocupação enquanto as forças israelenses cometeremm assassinatos e realizarem destruições’’, declarou o ministro palestino da Cooperação Internacional, Nabil Chaath, falando à imprensa.
Arafat entrevistou-se com Solana, de visita à região para tentar conseguir que se coloque em prática o plano Mitchell, pouco depois que as forças israelenes mataram um militante do Hamas a quem acusavam de estar envolvido em atentados mortais contra Israel.
Solana, que deixou a região ainda ontem, reiterou seu pedido para que se aplique ‘‘o quanto antes possível’’ o plano elaborado pela comissão internacional presidida pelo ex-senador americano George Mitchell.
ApeloRevigorados pelo apoio recebido do G-8 (grupo dos sete países mais ricos do mundo mais a Rússia), os palestinos afirmaram ontem que irão solicitar mais uma vez ao Conselho de Segurança da ONU o envio de uma força internacional ao Oriente Médio.
As primeiras tentativas por parte dos palestinos de formar um time internacional para monitorar os 10 meses de violência na região fracassaram porque os Estados Unidos, o principal aliado de Israel, vetavam todas as resoluções.

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