PARIS - O presidente da Autoridade palestina Yasser Arafat, recebido ontem pelo presidente francês Jacques Chirac, acusou o Primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu de ‘‘sabotar o processo de paz’’ ao pedir o prazo de dois anos para a retirada total das forças israelenses da Cisjordânia.
Depois de uma reunião de mais de uma hora no palácio do Elysée com o presidente francês, Arafat disse que os palestinos ‘‘não têm nada a ver com o atentado’’ que fez 13 feridos perto da rodoviária de Tel Aviv quinta-feira à noite. ‘‘É um atentado relacionado a problemas internos de Israel’’, afirmou.
Para Arafat, ‘‘o pedido de Netanyahu sabota literalmente todo o acordo de paz. O fato de construir novas colônias e confiscar outras terras também sabota o processo’’, prosseguiu. ‘‘Não pedimos o impossível. Pedimos a aplicação do acordo que assinamos na Casa Branca e no Cairo sob a égide dos presidentes Clinton e Mubarak e que constitui uma aplicação sincera e precisa do acordo firmado’’.
Arafat, que expressou seu ‘‘reconhecimento sincero’’ por toda a ajuda que tem sido dada à Palestina disse ter ‘‘pedido uma iniciativa do presidente Chirac’’ para que a Europa e a França desempenhem ‘‘um papel importante’’ no apoio ao processo de paz.
No transcurso de sua viagem pelo Oriente Médio em outubro de 1996 Chirac pediu que a França e a União Européia desenvolvam um papel político mais concreto no processo de paz na região.

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