Arafat acusa Israel de conspiração
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sábado, 14 de março de 1998
France Presse 
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Davi e GoliasJovens palestinos usam estilingues contra as tropas israelenses (foto superior), que respondem com balas de borracha e bombas de gás lacrimogêneo
Forças israelenses e manifestantes palestinos voltaram a se enfrentar ontem, pelo quinto dia consecutivo, em três localidades da Cisjordânia, com saldo de mais dezesseis palestinos feridos, entre eles um policial e um fotógrafo da France Presse.
Em Dura, cidade natal dos operários mortos na quarta-feira por soldados em um chek-point israelense, 150 jovens atacaram a pedradas os militares de Israel, que responderam com balas de borracha ferindo seis manifestantes e o fotógrafo.
Em Belém, outros cem manifestantes apedrejaram os militares que protegiam um lugar santo, que responderam com tiros, ferindo outros quatro jovens e um policial palestino, atingido no estômago.
Em Hebron, três manifestantes e um policial foram feridos durante os choques.
Pouco antes, o gabinete palestino de Yasser Arafat acusara Israel de agravar deliberadamente a tensão na Cisjordânia e pediu proteção internacional para seu povo. No comunicado, o governo de Yasser Arafat apelou ao Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) e à comunidade internacional para que protejam o povo palestino das agressões israelenses diárias e abertas.
O governo palestino estimou que os militares mataram voluntariamente os três operários, na terça-feira, para agravar a situação. Consideramos que este massacre está ligado a uma conspiração mais ampla, dirigida por certas autoridades israelenses, afirma o comunicado.
A atmosfera de tensão e de provocação, criada pelo governo israelense, é um instrumento utilizado (por Israel) para evitar aplicar os acordos (de autonomia), destaca o comunicado.


