Ramalah, Cisjordânia O dirigente palestino Yasser Arafat afirmou ontem, em Ramalah, que deu oficialmente seu consentimento para a nomeação de um primeiro-ministro em consequência das pressões internacionais para que a Autoridade Palestina sofra reformas.
''Decidi nomear um primeiro-ministro e vou pedir ao Conselho Legislativo (parlamento) palestino que tome as medidas necessárias para isso'', declarou Arafat à imprensa.
Arafat fez esta declaração ao sair de um encontro com o emissário da ONU para o Oriente Médio, Terje Roed Larsen, e com o emissário europeu Miguel Angel Moratinos e o russo Andrei Vdovine.
Na véspera, um dirigente palestino, que pediu para não ser identificado, antecipou a informação de que Arafat havia dado seu consentimento para a nomeação de um primeiro-ministro para quando for declarado um Estado palestino e for aprovada uma Constituição.
Segundo fontes diplomáticas, Arafat se reuniu no dia 11 deste mês em Ramalah com emissários da União Européia, das Nações Unidas e da Rússia, que insistiram em uma reforma de sua administração, acusada de corrupção e de estar vinculada aos ataques antiisraelenses cometidos por grupos ativistas palestinos.
Em 21 de janeiro passado, o ministro palestino da Cooperação Internacional, Nabil Chaath, indicou que a elaboração do projeto de Constituição palestina, que define os poderes do presidente palestino e prevê a criação de um cargo de primeiro-ministro, deveria ser concluído em meados de fevereiro.
Israel e Washington pressionam para que haja essa nomeação de um premiê, o que limitaria as prerrogativas presidenciais exercidas atualmente por Arafat.
Depois da aprovação por parte da Organização para a Libertação da Palestina (OLP) do projeto de Constituição, este documento deve ser examinado pelo Conselho Legislativo, que se pronunciará mediante uma votação e depois será submetido aos eleitores sob a forma de um referendo.
Nenhuma data precisa foi anunciada para convocar ambas as instâncias.

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