Arábia nega ajuda a Bush em eventual conflito com Irã
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domingo, 13 de janeiro de 2008
Das Agências 
Riad - Um jornal saudita ligado ao governo negou ontem ao presidente norte-americano George W. Bush o direito de utilizar a Arábia Saudita, país que está na rota de seu giro regional pelo Golfo Pérsico, para uma eventual guerra contra o Irã, que Washington acusa de querer se dotar de uma arma nuclear.
''Nos negamos a ser utilizados para desencadear guerras ou tensões com o Irã, sobretudo quando é possível solucionar o caso pela via diplomática e por meio de diálogo'', afirma o jornal al-Riyadh, que assim como os outros periódicos sauditas, expressa um ponto de vista próximo à posição das autoridades.
Desta forma, al-Riyadh expressa as reservas das monarquias do Golfo referentes a um novo conflito armado na região. Bush iniciou na última sexta-feira no Kuwait uma viagem que o levará também a outras monarquias petroleiras do Golfo: Bahrein, Emirados Árabes Unidos e Arábia Saudita.
Antes de chegar ao Golfo, Bush disse em Israel que está decidido a ''frear a ameaça'' iraniana e que para isso ''todas as opções estão sobre a mesa''. ''O suposto perigo representado pelo Irã não minimiza o perigo real de Israel, que é um dos dez países dotados da arma nuclear no mundo'', afirma o diário.
Viagem
O presidente norte-americano chegou ontem ao Bahrein, segunda etapa de sua viagem por quatro países da região do golfo Pérsico, destinada a obter apoio para sua política em relação ao Irã. Bush foi recebido no aeroporto pelo rei Hamad bin Issa al Khalifa.
Essa é a primeira visita de um presidente norte-americano ao Bahrein. Bush esteve anteontem no Kuait em busca do apoio dos países do golfo Pérsico ao processo de paz entre palestinos e israelenses e para fazer frente ao Irã e a ''seus tentáculos'', como disse a secretária de Estado, Condoleezza Rice, sobre esta etapa da viagem.
Amanhã, quando o presidente iniciar sua visita à Arábia Saudita, a Casa Branca apresentará ao Congresso um pacote de venda de armas ao país árabe no valor de US$ 20 bilhões (cerca de R$ 34 bilhões), segundo informações que vazaram à imprensa em Washington.


