Árabes querem força de paz
Os ministros árabes das Relações Exteriores reiteraram ontem um pedido às Nações Unidas a fim de que enviem uma força internacional de proteção para os palestinos e advertiram Washington contra a possível transferência de sua embaixada em Israel de Tel Aviv para Jerusalém.
Os ministros árabes se reuniram na Liga Árabe para preparar a próxima reunião de cúpula árabe de 27 de março, em Amã, que deverá concentrar-se na questão da Intifada (revolta palestina) e nas sanções da ONU contra o Iraque.
Os países árabes pedem ao Conselho de Segurança da ONU que se reúna imediatamente para estudar os meios de colocar em andamento uma força internacional destinada a proteger o povo palestino, anunciou a Liga Árabe depois de uma reunião especial dos chefes diplomáticos.
Os ministros árabes também decidiram iniciar contatos diretos com os Estados Unidos, a Rússia e a União Européia (UE) para pedir-lhes que adotem uma postura contra as medidas israelenses.
Trata-se, em particular, do bloqueio dos territórios ocupados, desde o início da Intifada em 28 de setembro passado, que impede aos palestinos de trabalharem em Israel..
Durante a última cúpula árabe, em outubro passado, já foram lançados pedidos de envio de uma força internacional e o comparecimento ante a Justiça dos criminosos de guerra israelenses responsáveis pelos massacres de palestinos e árabes.
Durante a abertura, o chefe do departamento político da Organização para a Libertação da Palestina (OLP), Faruk Kaddumi, denunciou as ações militares israelenses arbitrárias e perigosas, cujo resultado é o desmembramento da Cisjordânia em 40 partes e da Faixa de Gaza em cinco.
Por sua parte, o secretário-geral da Liga Árabe, Esmat Abdel Meguid, advertiu os Estados Unidos e o resto dos países sobre as consequências desastrosas de um traslado de suas embaixadas em Israel de Tel Aviv para Jerusalém.





