Árabes e sul-americanos preparam nova era
PUBLICAÇÃO
sexta-feira, 25 de março de 2005
Ana Fernández<BR>France Presse 
Marrakech - A América do Sul e os países árabes iniciaram uma nova era em suas relações e a Cúpula de Brasília (10 e 11 de maio) será a consolidação desta aproximação histórica que potencializará a cooperação econômica, cultural e tecnológica e as estratégias comuns nos fóruns internacionais.
''Os historiadores registrarão um pequeno movimento sísmico'', advertiu o chanceler brasileiro Celso Amorim a seus colegas, ao falar da cúpula, proposta pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, empenhado em fazer uma mudança na geoeconomia e na geopolítica mundiais e potencializar as relações sul-sul.
É generalizada a opinião de que a Cúpula de Brasília entre as duas regiões emergentes, com impressionantes recursos naturais, e níveis de desenvolvimento e desigualdade parecidos, é uma oportunidade ''histórica''.
O chanceler venezuelano, Alí Rodriguez, garantiu à AFP que é preciso trabalhar em prol de um ''modelo complementar'', que ''una as fortalezas de cada um para reduzir as fragilidades''.
A maioria dos ministros ressaltou os laços culturais que unem estas duas regiões, graças não só à passagem dos árabes pela Península Ibérica, onde durante oito séculos deixaram uma marca que transcendeu para a América Latina, mas também pelos milhões de árabes que migraram para o Novo Mundo.
Só no Brasil vivem 10 milhões, a maior comunidade árabe no exterior.


