Árabes e judeus serão monitorados no Brasil
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quinta-feira, 13 de setembro de 2001
Agência Estado 
As autoridades policiais brasileiras resolveram dar mais atenção nas áreas onde existem maiores concentrações de árabes e judeus, principalmente em São Paulo, por causa do recente ataque terrorista nos Estados Unidos. O monitoramento será mais intenso nas comunidades de origem muçulmana, palestina e judia, que são em grande número na fronteira do País com o Paraguai.
A Polícia Federal não revela nomes, mas fontes da cúpula da instituição admitem que há pessoas supostamente ligadas a Osama bin Laden, que estão sob vigilância. O milionário árabe é um dos principais suspeitos pelo atentado terrorista contra o World Trade Center, em Nova York, e o prédio do Pentágono, em Washington.
Pelos levantamentos feitos pela PF, não há qualquer registro de possíveis atentados no Brasil, mas o problema maior é a entrada de supostos integrantes de frentes terroristas. Há dois anos, surgiu a suspeita da existência de dois integrantes do grupo extremista Hamas, em Brasília. As investigações não foram concluídas, segundo um dos policiais que participaram do caso.
''Não temos informações de que terroristas tenham entrado no Brasil, mas escolhemos áreas no País para exercer um maior monitoramento'', diz uma fonte da PF, classificando estes locais como ''de maiores cuidados''.
Segundo investigações realizadas há alguns anos pela PF, os supostos grupos terroristas que estariam vindo para a América do Sul, tinham retarguarda da Máfia Russa, que estaria financiando armamentos. ''Tivemos a informação de que 85 maletas com explosivos altamente perigosos e até mesmo bombas bacteriológicas tinham sumido da Rússia, após o fim da Guerra Fria e seriam negociados com terroristas'', diz um delegado que participou da investigação.
Segundo ele, a CIA - a agência de inteligência americana - e o FBI (a polícia federal dos Estados Unidos), colocou grupos em todos os países para fazer uma operação varredura. ''Estiveram no Brasil, inclusive, mas não houve avanços nas investigações'', recorda o investigador.


