Árabes do Paraná repudiam morte do líder do Hamas
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segunda-feira, 22 de março de 2004
Agência Estado 
Curitiba - A comunidade árabe do Paraná repudiou o assassinato por forças israelenses do líder religioso do Hamas, Ahmed Yassin. ''Se Israel quer ser um Estado tem que agir como um Estado'', disse o presidente da Sociedade Beneficente Muçulmana do Paraná, Jamil Ibrahim Skandar. ''Foi um erro histórico.'' O presidente do Centro Cultural Beneficente Islâmico de Foz do Iguaçu, Zaqi Moussa, afirmou que o mundo árabe está assistindo a uma peça de teatro. ''Mas não vê os atores, só escuta os barulhos'', resumiu.
Segundo Skandar, a situação em Israel antes do primeiro-ministro Ariel Sharon era crítica. ''Da era Sharon para cá é extremamente crítica e agora vai beirar à explosão.'' Ele fez um apelo veemente à paz.
''Precisamos de gente mais calma, mais sensata, gente que aspira a paz, e não gente que põe mais fogo, que revida sem pensar'', acentuou. Para ele, o que aconteceu foi o ''assassinato de um líder de expressão, nativo da região, e assassinado por ordem de um forasteiro (Sharon)''.
Moussa disse não entender o motivo da violência contra o xeque Ahmed Yassin. ''Ele era um senhor de idade, não representava perigo e não era mais que um símbolo.'' A comunidade árabe da fronteira brasileira preferiu não fazer nenhum ato público de protesto contra a morte do fundador e dirigente espiritual do Hamas.


