Cairo Os ministros árabes das Relações Exteriores, reunidos ontem no Cairo, na sede da Liga Árabe, redigiram um projeto de resolução rejeitando ''qualquer tipo de agressão ao Iraque além de algum tipo de ameaça contra a segurança de outro país árabe''.
Os 22 membros da Liga Árabe ''rejeitaram qualquer agressão contra o Iraque e outro tipo de ameaça a algum país árabe, o que ameaçaria a segurança do conjunto da nação árabe e a paz internacional'', declara o texto.
Os países árabes ''pedem ao Conselho de Segurança (da ONU) e, em primeiro lugar, aos Estados Unidos, que dêem aos inspetores de desarmamento o tempo suficiente para que concluam sua missão nos termos da resolução 1441'', adotada em novembro, que ordena ao Iraque a eliminação de suas armas de destruição em massa.
''Os países árabes se absterão de todo apoio a uma ação militar contra o Iraque e contra a região (...) e se comprometem a proteger a segurança e a integridade do Iraque'', continua a declaração.
''Acolhem favoravelmente a cooperação do Iraque com os inspetores e o estabelecimento de uma confiança mútua, baseada no princípio de cooperação do Iraque, encaminhado para permitir a conclusão de sua missão em benefício do interesse de todas as partes'', acrescentam os ministros.
''Pedem que prossiga o trabalho com os países-membros do Conselho de Segurança, a União Européia, a Organização da Conferência Islâmica (OCI) e o Movimento dos não-alinhados, para intensificar os esforços e evitar uma guerra no Iraque'', reforçaram.
Saddam ''aliviado'' O presidente iraquiano, Saddam Hussein, declarou se sentir ''aliviado'' com o informe apresentado pelos inspetores das Nações Unidas sobre a cooperação de seu país com os especialistas da missão de desarmamento, disse sábado o enviado do Papa João Paulo II, monsenhor Roger Etchegaray, em entrevista concedida à TV italiana Rai Uno.

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