Os imigrantes do Oriente Médio que vivem em Foz do Iguaçu comemoraram os 57 anos de independência do Líbano com uma festa realizada no Clube União Árabe da cidade.
A comunidade árabe da fronteira, atualmente com quase 10 mil integrantes (inclui também Ciudad del Este no Paraguai), festejaram a data na noite de anteontem e também inauguraram uma placa que homenageia os fundadores do clube. Os participantes também discutiram sobre os atuais conflitos entre israelenses e palestinos. Para sensibilizar a comunidade e as autoridades brasileiras sobre os problemas enfrentados por muçulmanos e judeus no outro lado do mundo, os árabes criaram em Foz o Comitê de Solidariedade ao Povo Árabe-Palestino. A entidade programou várias manifestações pacíficas para o dia 29 deste mês, data que representa o Dia de Luta do Palestinos.
Apesar de ter conquistado a independência somente há meio século, o Líbano é um país milenar vítima das constantes tentativas de conquista ocidental. A história da nação é marcada por invasões de fenícios, alexandrinos, romanos, bizantinos e otomanos.
Os domínios mais recentes foram da França (iniciada na época da 1ª Guerra Mundial e encerrada em 22 de novembro de 1943) e Israel, durante a invasão de Beirute na década de 70. Durante as comemorações, o líder religioso da comunidade em Foz, sheik Taleb Jomaa, rezou pelos irmãos que vivem na região do conflito e pediu paz entre os povos árabes. Em nota oficial divulgada ontem, os diretores do clube colocaram os desejos da comunidade. ‘‘Vamos reconquistar o status de Suíça do Oriente Médio. O Líbano não servirá mais de laboratório de testes para as guerras e nem de mercadoria em negociações no mercado político internacional. Ele voltará a ser um país livre, onde se possa criar filhos, passear e levar amigos.’’

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