Árabes comemoram a independência do Líbano
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sexta-feira, 24 de novembro de 2000
Emerson Dias De Foz do Iguaaçu 
Os imigrantes do Oriente Médio que vivem em Foz do Iguaçu comemoraram os 57 anos de independência do Líbano com uma festa realizada no Clube União Árabe da cidade.
A comunidade árabe da fronteira, atualmente com quase 10 mil integrantes (inclui também Ciudad del Este no Paraguai), festejaram a data na noite de anteontem e também inauguraram uma placa que homenageia os fundadores do clube. Os participantes também discutiram sobre os atuais conflitos entre israelenses e palestinos. Para sensibilizar a comunidade e as autoridades brasileiras sobre os problemas enfrentados por muçulmanos e judeus no outro lado do mundo, os árabes criaram em Foz o Comitê de Solidariedade ao Povo Árabe-Palestino. A entidade programou várias manifestações pacíficas para o dia 29 deste mês, data que representa o Dia de Luta do Palestinos.
Apesar de ter conquistado a independência somente há meio século, o Líbano é um país milenar vítima das constantes tentativas de conquista ocidental. A história da nação é marcada por invasões de fenícios, alexandrinos, romanos, bizantinos e otomanos.
Os domínios mais recentes foram da França (iniciada na época da 1ª Guerra Mundial e encerrada em 22 de novembro de 1943) e Israel, durante a invasão de Beirute na década de 70. Durante as comemorações, o líder religioso da comunidade em Foz, sheik Taleb Jomaa, rezou pelos irmãos que vivem na região do conflito e pediu paz entre os povos árabes. Em nota oficial divulgada ontem, os diretores do clube colocaram os desejos da comunidade. Vamos reconquistar o status de Suíça do Oriente Médio. O Líbano não servirá mais de laboratório de testes para as guerras e nem de mercadoria em negociações no mercado político internacional. Ele voltará a ser um país livre, onde se possa criar filhos, passear e levar amigos.


