O aquecimento global poderá causar 200 milhões de refugiados do aquecimento global em 2040 e a massa de afetados será dos residentes em países pobres, alertou a organização ambientalista Greenpeace. A previsão se baseou num estudo do acadêmico alemão Cord Jakobeit, da Universidade de Hamburgo, segundo o qual os mais propensos a ter que deixar suas casas devido a desastres ambientais causados pelo aquecimento global seriam os habitantes das regiões mais pobres do mundo. Especialistas acreditam que já existam pelo menos 20 milhões de refugiados do clima e alguns previram que o número irá aumentar em 10 vezes à medida que o impacto da elevação das temperaturas for mais claramente sentido. Eles afirmam que comunidades ‘‘inuit’’ estão sendo deslocadas pelo derretimento do gelo na América do Norte e na Groenlândia e que os moradores da região africana de Sahel, afetada pela seca, das planícies alagáveis de Bangladesh e das ilhas do Pacífico Sul estão sofrendo destino parecido. O climatologista do Greenpeace Andree Boehling alertou para o aparecimento de uma nova categoria de refugiados, que não goza de proteção política porque sua condição não é reconhecida apropriadamente. ‘‘As pessoas mais pobres do mundo não tiveram participação na mudança climática, mas serão as primeiras a sofrer severamente suas conseqüências’’, afirmou.

O termo foi cunhado cerca de uma década atrás para descrever aqueles que são forçados a deixar suas casas devido aos efeitos do aquecimento climático, mas não é oficialmente reconhecido por governos ou pelas Nações Unidas.

Estudo feito pelas organizações Cruz Vermelha e Crescente Vermelho, em 2000, demonstrou que 25 milhões de pessoas já tinham deixado suas casas devido a tensões ambientais. Isso corresponde, a grosso modo, ao mesmo número daqueles deslocados por conflitos armados.

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